Autoestima: utopia ou ambição?

Autoestima. Talvez o assunto mais difícil, e mais fantástico de escrever sobre - na minha humilde opinião. Difícil porque envolve tantas formas, pesos, cores e sabores. E fantástico porque é um assunto que me dá um quentinho no coração gigante. É algo que todos nós conhecemos; algo que já ouvimos falar, ou algo que passamos a vida inteira em busca de, e "nunca parece dar certo".

Luísa, foto feita com Canon Rebel T6i + Sigma 55mm

Olha, briomigo, se eu te falar que autoestima só depende de você, que você só precisa acreditar e que aqui está uma lista de dez coisas para você mudar hoje a visão que você tem de você mesmo, eu seria uma gigante mentirosa. Autoestima é exercício diário, é disciplina, é beleza, e também é leveza ao mesmo tempo. Viu? Difícil e fantástico.


Que eu sou feita de opostos e os amo mais que tudo, não é novidade para vocês (eu acho). Já falei sobre esse aspecto da minha personalidade algumas vezes, e eu acho que a autoestima também é feita de opostos. Mas minha missão hoje é trazer outras formas de olhar para a autoestima que apenas opiniões e crenças. Hoje quem fala com vocês é a Flávia, e vou trazer aos meus briomigos uma das coisas que eu mais amo no mundo: psicologia.


É impossível dizer que existe apenas uma psicologia, uma vez que a ciência da psicologia é composta de diversas psicologias, ou seja, diversas teorias que são formas de enxergar as pessoas e as coisas que acontecem com ela e ao seu redor. Cada teoria vê o ser humano, o mundo e as relações de uma forma, como se você colocasse vários óculos de sol com lentes de cores diferentes. E dentro desse mundo lindo que eu escolhi para fazer parte do meu universo particular, vou tentar trazer um pouco da visão que a psicologia tem sobre a autoestima, no melhor estilo fácil e simples.


Sob uma ótica bem geral, a autoestima pode ser caracterizada como o sentimento que temos por nós mesmos, ou seja, a maneira como nos enxergamos. Ela pode estar forte, estável ou frágil. Além disso, a autoestima é uma das necessidades primários do ser humano para sua sobrevivência em sociedade, uma vez que esta implica diretamente na nossa motivação (em breve, teremos um texto só sobre motivação).


"Tá, Flávia, nada disso é novidade". E não é mesmo. Eu nunca disse que traria mil teorias mirabolantes e ficaria mil horas filosofando sobre a origem da autoestima, porque ela é tão simples quanto parece. Sim, meu caro briomigo, todos nós podemos ter uma autoestima forte. Porém, o que mais vemos por aí hoje em dia são autoestimas frágeis.

Thainná, foto feita com Canon Rebel XTi + Sigma 55mm

Uma autoestima frágil seria aquela que é facilmente influenciada pelo meio. Ou seja, alguém que se deixa afetar pela opinião dos outros, por aquilo que lhe dizem sobre ela mesma. Querem uma notícia boa? Você não precisa ser essa pessoa. Nem eu, nem a Sahra. Ninguém precisa ter a autoestima frágil, embora haja algo no inconsciente coletivo (Jung meu amor <3) que faça com que nós acreditemos que ter uma autoestima saudável é "arrogância", é "se achar mais que os outros". Por isso mesmo que nós estamos aqui, trazendo para você todos os dias a mensagem de que é saudável ter uma autoestima boa, ter uma visão de si com amor, com carinho.


É bem difícil viver em uma sociedade que incentiva padrões de beleza inalcançáveis, que nos faz acreditar que nunca somos suficientes ("nossa, você faz só faculdade?" "mas você fala só inglês ou mais alguma língua?" "nossa, você nunca saiu do país?"). Nossa geração, inclusive, atualmente vive o conflito de ter currículos profissionais que nunca parecem suficientes; saber falar uma segunda língua já não é mais o suficiente, pois já devia falar três. Parece não ser mais suficiente ter a sua graduação de ensino superior, pois já deveria estar emendando uma pós-graduação. Não adianta você ter um corpo saudável e exames exemplares, você não tem a barriga chapada e por isso é gorda.


Que cansativo. Até fiquei meio sem ar de escrever esse parágrafo e mais cansada ainda só de ler. Credo.


E a melhor maneira de sobreviver a essa vida de comparações é através de uma autoestima saudável. É você se conhecer, entender quais são as suas forças e limitações, como trabalhar para se manter em constante melhoria, mas também saber quando parar e aceitar. Como sempre dizemos, é amor incondicional. É auto-perdão. Eu poderia ficar horas aqui falando tudo que uma autoestima saudável é de maravilhoso, mas vamos ser objetivos.


Por isso, respondendo o meu questionamento de antes: autoestima deve ser ambição e nunca utopia. É possível sim você ter amor incondicional por si mesma. É possível sim se colocar em primeiro lugar e respeitar seus limites. E, acredite, a luta que você já percorreu até agora é fruto de muito esforço e merece todo o mérito do mundo.

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