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O que é amor-próprio para nós?

Conforme o Dicionário Google, amor-próprio significa “sentimento de dignidade, estima ou respeito que cada qual tem por si mesmo”. Aqui no Brio, apesar dessa ser a primeira pergunta do nosso questionário e a frase por trás de nossas camisetas (olha o spoiler), por incrível que pareça não é uma pergunta que, tanto eu - hoje quem fala com vocês é a Sahra - quanto a Flávia, nos façamos frequentemente, mas cuja a resposta simplesmente está ali: enraizada em nós e também no próprio projeto.


A surpresa que tive quando sentei para escrever esse pequeno post é que definir amor-próprio em palavras é MUITO mais difícil do que eu imaginava. Talvez por este ser justamente o que a primeira palavra da definição do dicionário cita: um sentimento. Como definir algo que existe dentro de cada um, de uma forma diferente? Algo que a falta ou presença afeta uma parte diferente em cada ser?


Percebo em mim mesma que a falta de amor-próprio tem muito a ver com o sentimento de insegurança externa, ou seja com a minha aparência, peso, etc. Já na Flávia, noto que essa escassez gera o mesmo sentimento de insegurança, mas em um viés interno, da própria personalidade e suficiência de si. O mesmo sentimento, a mesma origem, impactos completamente diferentes.

Victoria, foto feita com Canon Rebel XTI, Sigma 55mm

Uma certa amiga minha estudante de psicologia (quem será? rs) uma vez me disse que isso acontece por estamos em processos psicológicos diferentes, cujas construções foram distintas uma da outra, justamente por termos histórias e traumas diferenciados. Na prática, isso significa que a falta de amor-próprio e estima por si é algo que pode afetar qualquer um, independente de corresponder, ou não, aos estereótipos sociais de personalidade ou aparência, por ser algo que tem a ver com o seu próprio interior e formação.


Pensando nisso, a resposta que encontramos para “o que é amor-próprio para nós” pode ser resumida em apenas uma palavra: processo. Apesar de eu achar ridiculamente engraçado eu escrever processo em algo que não tem NADA a ver com a minha faculdade de direito, amor-próprio é um processo interno, no qual existem diversos estágios e que pode acontecer em qualquer pessoa. Uau, que frase bem técnica, Sahra, mas o que isso quer dizer?


Quer dizer que ele não vai brotar do dia pra noite em você, fazendo-o acordar, olhar a própria cara e pensar que se ama. Metaforicamente falando, ele um brotinho bem pequeno, que todo o mundo têm em maior ou menor tamanho, que deve ser regado e exposto à luz do sol todos os dias para que possa enraizar-se por completo e tornar-se uma árvore imensa e cheia de frutinhas.

Camila, foto feita com Canon Rebel XTi, Sigma 55mm

É um mar com ondas enormes no qual é preciso muita coragem para entrar, mas que, aos poucos, vai se acalmando e que te leva a uma praia paradisíaca particular — e não pensem que nessa praia não tem tempestade também, afinal, ninguém é perfeito. Se tem algo que descobrimos com o Brio é que todos nós temos dias ruins, dias que aquele fantasminha da insegurança, que há meses não aparecia, resolve voltar para uma última assombração. Nesses momentos, inclusive, faz TODA a diferença ter um lembrete da pessoa sensacional e linda que você realmente é e, mais que isso, alguém com quem contar.


Amor-próprio, para nós, é um longo processo que requer coragem e muito trabalho. Ele envolve reavivar o seu próprio valor e é a estrada na qual você se aceita, independente do que os outros pensem ou falem, pois está seguro o suficiente de si para saber que a única opinião sobre você mesmo que importa, é a sua própria. É o caminho que lhe ensina a descobrir-se e amar a pessoa que você é, do seu próprio jeito. Uma via aberta sobre despertar a sua beleza, seus traços e sua forma única de ser. Um processo de autenticidade, auto-reflexão e aceitação.


Mas e aí, o que é amor-próprio para você?

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